Prof. Esper Kallás lembra a importância da vacinação ao longo do último ano e incentiva a imunização de crianças que o País iniciou em 17/01
Há um ano, o Brasil iniciou o processo de imunização contra o coronavírus em São Paulo ao vacinar a enfermeira Mônica Calazans, primeira pessoa imunizada no País. Aqui, atualmente, enfrenta-se uma nova fase da pandemia, com o aumento do número de casos com a variante ômicron e teve início a vacinação de crianças a partir de segunda-feira (17/01/2022). Esper Kallás, infectologista e professor do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, comenta ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição sobre os saldos positivos da campanha vacinal brasileira e a urgência da vacinação infantil.
“As vacinas contribuíram enormemente para o enfrentamento da pandemia”, comenta o Prof. Esper Kallás, ao lembrar que o Brasil teve quatro imunizantes aplicados ao longo do último ano. Em novembro de 2020, por exemplo, o grupo de idosos acima de 60 anos representava 79% das mortes por infecção pelo coronavírus. Após o início da vacinação, de acordo com uma análise do banco de dados do SUS feita pelo veículo Poder360, a faixa etária passou a representar quase 58% das mortes, uma diminuição evidente e que foi possível devido à imunização. O Professor analisa que a vacinação trouxe muitos impactos positivos e um deles foi a queda de internação de idosos durante a segunda onda, que aconteceu entre maio e junho.
“Nós não sofremos da mesma forma que os outros países com a onda delta graças à vacinação”, lembra o Prof. Esper Kallás.
Ômicron e vacinação infantil
A variante omicrôn, classificada como variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi descoberta em novembro do ano passado e, desde então, causou o aumento do número de casos de infecção em todo o mundo, batendo o recorde de 3,2 milhões de casos em 24 horas e aumento de 600% da média móvel no Brasil.
Continue a leitura em https://jornal.usp.br/atualidades/conscientizacao-da-populacao-tornou-positivo-saldo-do-primeiro-ano-de-vacinacao-contra-covid-19/