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Evento realizado durante o CIIPES 2026 reuniu especialistas, docentes e estudantes para discutir os desafios, avanços e impactos da mentoria na formação médica

O I Simpósio Nacional de Mentoria no Ensino Superior, realizado simultaneamente ao Congresso Internacional de Inovação e Pesquisa em Educação na Saúde (CIIPES 2026), marcou a celebração dos 25 anos da Mentoria da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O evento ocorreu no dia 2 de julho, na FMUSP.

A programação contou com mesas de debate dedicadas ao compartilhamento de experiências e à discussão sobre o papel da mentoria na formação médica Um dos destaques foi a mesa-redonda "A minha, a sua, a nossa Mentoria: diferentes vozes e aprendizados compartilhados", que reuniu os mentores Prof. Dr. Flávio Hojaij e Prof. Dr. Gilberto de Castro, Valéria Bigliani, acompanhados de seus mentorados Amanda Nascimento, Matheus Bravo Martinez, Bianca Megnis, João Ricardo Alexandre, e Reuel Thomé Silva. O grupo compartilhou experiências e discutiu os impactos da mentoria na formação acadêmica e profissional.

A Mentoria FMUSP promove encontros entre estudantes de diferentes anos da graduação, médicos experientes e co-mentores - internos ou residentes - em um espaço de diálogo, acolhimento e troca de experiências. Atualmente, cada grupo é composto por um mentor, um co-mentor e alunos inscritos no programa. A participação é voluntária, e cada estudante pode indicar até três mentores de sua preferência.

Entre os principais aprendizados acumulados ao longo dos 25 anos de trajetória do programa, destacam-se a importância do pertencimento como condição para a aprendizagem, o valor da escuta, a integração entre desenvolvimento pessoal e profissional, os impactos muitas vezes invisíveis da mentoria e os desafios impostos pelo próprio curso médico.

“A mentoria tem uma natureza paradoxal. Nem sempre quem mais precisa é quem participa. Além disso, os efeitos mais importantes nem sempre são imediatamente visíveis. Muitos deles aparecem apenas anos depois e, principalmente, a estrutura e dinâmica da formação médica, ao mesmo tempo que geram a necessidade de mentoria, também dificultam muitas vezes que ela aconteça", explica Patricia Bellodi, coordenadora do programa desde seu início em 2001. 

Ao encerrar o simpósio, os participantes destacaram a importância de fortalecer culturas institucionais que valorizem a qualidade das relações humanas. 

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