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Imagine uma base de dados que indexe as principais revistas da comunidade científica de uma área, selecionando todos os artigos dessas revistas e suas citações nos últimos dez anos e dizendo quais são as pesquisas de mais alto desempenho no mundo. 

Por exemplo, a área de Neurociência e Comportamento publicou nos últimos dez anos 516.024 artigos, que receberam 9.384.458 citações, em revistas indexadas na Web of Science e foram consideradas as mais citadas apenas 5.197 artigos. 

Aquela base de dados existe e se chama Essential Science Indicators (ESI) e ela rotula “highly cited papers” apenas 1% dos artigos mais citados no mundo numa determinada área e ano. Veja abaixo os percentis dessa área por ano:


Onde, para fazer parte de 1% dos trabalhos mais citados em Neurociência em 2008, o artigo precisa ter ao menos 279 citações e assim por diante. A cada três meses esse quadro é atualizado. O Sistema FMUSP-HC publicou, no período de 2011 a 2018, um total de 288 top papers em 10 das 22 áreas da ESI com a seguinte distribuição:



Desses 288 trabalhos publicados, quais são os que lideram? Em quais revistas foram publicados? E em quais assuntos?

Para responder à primeira pergunta foi identificado, no universo dos trabalhos, em quais artigos o Sistema FMUSP-HC ocupava as seguintes posições: primeiro autor (considerado por muitos como o autor principal); último autor (considerado por muitos como a posição do orientador) e autor correspondente (considerado o autor responsável pela intermediação entre o grupo de pesquisa e o editor da revista). O resultado foi que o Sistema FMUSP-HC está em 29 trabalhos como primeiro autor; 23 como último autor e 27 como autor correspondente, os quais totalizaram 43 trabalhos. 

Veja abaixo, uma árvore criada com a ferramenta InCites, das primeiras 25 revistas onde os artigos foram publicados.



Para responder à terceira pergunta, os 43 trabalhos mencionados anteriormente foram selecionados e, com a ajuda do software VosViewer foi construída uma rede de palavras usando as key word plus da Web of Science que resultou na seguinte figura: